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Cinco mitos e verdades sobre câncer de garganta

O câncer de garganta é um dos mais comuns entre todos os tumores que aparecem na cabeça e pescoço. Essa doença pode aparecer principalmente em duas estruturas encontradas na garganta: a laringe e a faringe. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), estão previstos neste ano no Brasil cerca de 7.650 novos casos de um tumor na laringe - que está entre os 10 tipos de câncer mais comuns entre os homens no país. Já o tumor na faringe é mais raro e com menor número de casos.


A alta incidência do câncer de garganta, especialmente na laringe, pode ocasionar dúvidas das pessoas quanto aos fatores ligados à sua causa, sintomas e até após o tratamento. Conheça 5 mitos ou verdades sobre o câncer de garganta.


1 - Se não fumar, não há risco de ter câncer na garganta

Mito. Obviamente o tabagismo é o principal fator de risco para a doença e fumar aumenta muito a chance de desenvolver um câncer não só na garganta, como também em outras partes da cabeça e pescoço, nos pulmões e na bexiga, por exemplo. No entanto, outros fatores podem aumentar o risco de um câncer na garganta, como o consumo de bebidas alcóolicas e a infecção pelo vírus HPV (Papilomavírus Humano), que é sexualmente transmissível.


2 - Alimentação pode ajudar a prevenir um câncer de garganta?

Verdade. Uma dieta rica em frutas, verduras, legumes e cereais, evitando o consumo de ultraprocessados e embutidos pode sim ajudar na prevenção do câncer de garganta. Além disso, a ingestão diária de carne vermelha em grande quantidade pode ser um fator de risco para o desenvolvimento da doença.

Importante reforçar que não há um alimento mágico que irá garantir a prevenção do câncer. Mas há evidências de que pessoas com uma boa alimentação têm menos riscos de ter um tumor na garganta.


3 - Pessoas jovens não têm câncer de garganta

Mito. Apesar do câncer de garganta ser sim mais predominante em pessoas com mais de 60 anos, a doença pode ocorrer em pessoas mais jovens. Principalmente os casos relacionados à infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), vírus sexualmente transmissível, que aumentaram nos últimos anos, com mais diagnósticos em pacientes com menos de 40 anos.


4 - Não preciso me preocupar com câncer na garganta pois não tenho dor na região

Mito. O câncer na garganta inicialmente pode ser assintomático - ou seja, não manifesta sinais. Essa é uma característica comum de diversos tipos de câncer, que só apresenta sintomas ou dor em estágios mais avançados da doença.

Por isso é importante agendar consultas médicas de check-up periodicamente, além de ficar atento a sinais como tosse ou rouquidão persistente, caroço no pescoço, dificuldade em engolir alimentos ou a sensação de algo preso na garganta. E se houver dores de ouvido ou de garganta que não vão embora, também é importante consultar um especialista.


Retirar a laringe por causa de um câncer impede que o paciente volte a falar?

Mito. Apesar de ser na laringe que ficam as cordas vocais, a comunicação pela voz pode ser feita de outras formas caso o paciente com câncer precise ter o órgão removido. Podem ser utilizados desde aparelhos como a prótese traqueosofágica e a eletrolaringe, como a técnica de voz esofágica, que utiliza justamente o esôfago para produzir o som.