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A reabilitação da voz após o tratamento do câncer de cabeça e pescoço

O câncer de cabeça e pescoço pode atingir órgãos envolvidos na produção da voz ou na articulação dos sons. Os problemas na fala podem ocorrer em pacientes com tumores que atinjam o nariz, lábios, boca, língua, faringe, laringe, tireoide e glândulas salivares.




As dificuldades nos processos de fonação e dicção podem ser temporárias ou permanentes, como a perda parcial ou completa da voz, que são causadas pelo próprio tumor ou que podem vir a ocorrer durante o tratamento.


Para ajudar o paciente na reabilitação da voz durante e após o tratamento do câncer de cabeça e pescoço, é importante o cuidado de um fonoaudiólogo. Essa especialidade pode atuar a partir do momento do diagnóstico do câncer, antes mesmo de iniciar o tratamento. Aliás, esse é um momento importante para que o paciente, familiares e acompanhantes tirem dúvidas e se informem sobre possíveis reações que podem ocorrer nos próximos meses. Diante dessas informações, é possível realizar ações que possam amenizar as complicações e se preparar para como atuar diante desses efeitos adversos.


O tipo de câncer que mais exige cuidado


Entre todos os casos de câncer de cabeça e pescoço, os que afetam a laringe são os que mais demandam cuidados em relação à reabilitação da voz. Afinal, é justamente nesse órgão que estão localizadas as cordas vocais, estruturas que fazem a vibração necessária para a produção da voz.


Mudanças na voz, como rouquidão, que persistem por várias semanas, podem ocorrer devido a tumores na laringe. Mas devido à necessidade do tratamento do câncer, esse órgão pode precisar ser removido cirurgicamente, podendo interferir diretamente no método de produção de voz do paciente.


Outro tipo de tratamento, a radioterapia, que também é bastante utilizada contra o câncer de cabeça e pescoço, também pode causar reações adversas locais, que podem ser temporárias ou até permanentes. Esses efeitos podem afetar o processo de fala e de deglutição, que podem impactar a qualidade de vida do paciente.



Técnicas para reabilitação da voz após laringectomia total


Existem métodos que podem ajudar no desenvolvimento e reabilitação da voz. O fonoaudiólogo pode ensinar a utilizar essas técnicas ou equipamentos, em um trabalho que pode durar de 2 a 3 meses – ou mais, a depender do caso. Veja alguns procedimentos que podem ser utilizados:


- Voz esofágica: Essa técnica é feita com o ar que passa pelo esôfago, órgão responsável em levar alimentos e bebidas ao estômago. Quando você expira o ar para fora, ele irá passar pela sua garganta e emitir uma vibração, que será utilizada na comunicação oral. Essa técnica exige uma terapia intensiva para conseguir bons resultados


- Laringe eletrônica: Também chamada de eletrolaringe, é um aparelho eletrônico que você segura próximo ao seu pescoço ou na boca para produzir som. Esse equipamento produz uma vibração que você pode usar para se comunicar. Por ser um aparelho externo, não é necessário cirurgia para utilizá-lo, somente adquirir um e usar - no entanto, a voz soará mecânica.


- Punção traqueoesofágica: O médico cirurgião irá criar um orifício na sua garganta, entre o esôfago e a traqueia, para colocar uma prótese com uma válvula, que irá abrir quando o ar que você respira passar pelo local. Essa abertura irá produzir vibrações que você pode usar para falar, criando um som mais suave. Será preciso ter uma série de cuidados com essa prótese e periodicamente realizar sua troca.



Dicas importantes para os cuidados com a voz após um tratamento do câncer de cabeça e pescoço


  • Hidrate-se de forma constante: beba bastante água;

  • Tente não se comunicar em ambientes com muito barulho ou ruídos;

  • Deixe o corpo e a respiração da forma mais relaxada possível;

  • Articule bem os sons da fala;

  • Consulte frequentemente o fonoaudiólogo e o médico cirurgião que acompanha o seu caso.

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