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Diferença entre cirurgia convencional e a minimamente invasiva

Cerca de 234 milhões de cirurgias são realizadas anualmente, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Dentre as finalidades das cirurgias estão a prevenção e cura de doenças, o alívio de dores, a reversão dos efeitos de algum acidente ou tratamento anterior, melhorar a estética, entre outras.


No tratamento do câncer de cabeça e pescoço, há atualmente diferentes técnicas para a realização de uma cirurgia, como a convencional e a minimamente invasiva, por exemplo. Conheça como funciona cada um desses dois procedimentos.


Cirurgia convencional (ou aberta)


A cirurgia convencional possui como principal característica a realização de pequenas a grandes incisões (cortes) na pele dos pacientes, com o uso de instrumentos delicados. Assim, o médico-cirurgião consegue acessar, visualizar e tratar a região com alguma lesão ou tumor.


Essa é a forma tradicional de cirurgia, muito utilizada e que depende de pouca tecnologia para ser realizada.


Em alguns casos, os pacientes que se submetem a esse tipo de procedimento podem precisar de maior tempo de internação e de recuperação pós-operatória.


Cirurgia minimamente invasiva


Já a cirurgia minimamente invasiva possibilita que o médico-cirurgião conduza todo o procedimento sem incisões cutâneas ou por meio de incisões menores que podem ser realizadas em áreas não expostas, graças à utilização de tecnologias avançadas, como laparoscopia, artroscopia, cirurgia endoscópica e robótica.


Com a mesma eficiência de uma cirurgia convencional (ou aberta), a minimamente invasiva tem a vantagem de gerar menos e menores cicatrizes e menor tempo de internação e de recuperação, além de poder reduzir os riscos de infecções hospitalares. Outro fator positivo é que o paciente consegue retornar às suas atividades do dia a dia em um prazo menor, com menos dores e restrições.


Outro exemplo são as cirurgias minimamente invasivas realizadas em pacientes com câncer de cabeça e pescoço, como a endoscópica com ou sem laser, e a robótica. Elas podem ser realizadas através do nariz para tratamento de doenças nasais, dos seios paranasais e até mesmo para alguns tumores da base do crânio. Também podem ser realizadas através da boca para ressecção de tumores da laringe ou da faringe utilizando-se robô cirurgivo ou instrumentos de endoscopia.


Durante o tratamento, esses procedimentos podem ser indicados ou combinados com outros, como a quimioterapia, radioterapia e a imunoterapia. Essas opções são definidas conforme as características do tumor e o perfil do paciente.


Como o médico cirurgião define o melhor procedimento?


Tanto a cirurgia convencional quanto as minimamente invasivas podem oferecer segurança e bons resultados. No geral, as cirurgias minimamente invasivas podem apresentar mais benefícios, mas somente para casos selecionados onde elas possam ser realizadas com segurança. Infelizmente não são aplicáveis a todos os pacientes. Cada caso é único e possui particularidades que somente o cirurgião experiente poderá avaliar, levando em consideração o histórico médico, resultados de exames, possíveis comorbidades e o estado atual de saúde do paciente.

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