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Biópsia da tireoide por PAAF: entenda o procedimento e quando é indicado

A punção aspirativa por agulha fina (PAAF) é um procedimento que remove uma pequena amostra de um tecido para análise em laboratório. No caso dos nódulos na tireoide, esse é o principal método para diagnosticar um câncer ou confirmar se é apenas uma lesão benigna.



A tireoide fica localizada na parte da frente do pescoço. Caso apareça um nódulo na glândula, em alguns casos será possível notar um inchaço no local, em outros somente um exame de imagem como um ultrassom pode mostrar. Com a biópsia por PAAF, é possível analisar o nódulo sem precisar remover a tireoide, portanto, é um exame menos invasivo e que não necessita de incisões (cortes) na pele para ser feito, como era feito na biópsia aberta.


Quando a biópsia da tireoide por PAAF é necessária?


O principal objetivo da biópsia da tireoide por PAAF é verificar se aquele nódulo localizado na tireoide ou em outra parte do pescoço é um câncer ou uma lesão benigna. Há diversas causas para o surgimento desse nódulo, como Tireoidite de Hashimoto ou câncer de tireoide, bócios, além de alterações genéticas, como síndromes hereditárias. Já para alguns casos benignos não há um fator claro para o desenvolvimento desse nódulo.


Os nódulos na tireoide são mais comuns nas mulheres. Inclusive, o câncer nessa glândula é um dos mais frequentes nessa faixa da população, com cerca de 14.160 casos novos por ano no Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA). No gênero masculino, a doença atinge cerca de 2.500 homens no mesmo período.


Entretanto, ter um nódulo na tireoide não significa que a pessoa está com câncer. Cerca de 90% a 95% dos casos são lesões benignas (ou seja, não cancerígenos). A biópsia da tireoide por PAAF, portanto, pode auxiliar em confirmar esses casos que, geralmente, não precisam de remoção da glândula ou de algum procedimento cirúrgico. Caso o diagnóstico do câncer da tireoide seja confirmado, a biópsia também ajuda para que o tratamento ou a condução clínica sejam iniciados o quanto antes. Em alguns casos o diagnóstico de certeza não é estabelecido e pode haver necessidade de realizar um teste genético.


Nem todos os casos de nódulo na tireoide necessitam de uma biópsia da tireoide por PAAF. Exames de imagem, como ultrassom ou tomografia computadorizada, podem providenciar as informações necessárias para saber que não se trata de um câncer ou não. A biópsia só deve ocorrer caso a suspeita da doença permaneça após essas análises.


Como é feita uma biópsia da tireoide por PAAF?


O procedimento é guiado por um aparelho de ultrassom, que emite ondas sonoras de alta frequência para providenciar a imagem do nódulo. Como diz o nome da PAAF, a punção aspirativa é feita por uma agulha fina, cujo tamanho possibilita a não necessidade de uma anestesia local para fazer o exame.


Pode ocorrer dor discreta quando o médico insere a agulha até o nódulo para aplicar sucção e remover algumas células do local. Esse procedimento pode ocorrer mais de uma vez, até obter o material suficiente para uma análise laboratorial precisa se esse nódulo é ou não um câncer.


O que acontece após uma biópsia da tireoide por PAAF?


Uma das vantagens desse procedimento em relação ao aberto é a mais rápida recuperação do paciente. Depois de algumas horas após esse tipo de biópsia, a pessoa já pode retomar suas atividades.


O resultado da análise patológica em laboratório deve sair dias depois. Se não for um câncer, geralmente não precisa de nenhum tratamento para o nódulo - possivelmente será indicada um acompanhamento, para verificar com novas biópsias futuramente.

Se for diagnosticado um câncer de tireoide, o tratamento cirúrgico poderá ser indicado.

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