Consumo de bebidas alcoólicas aumenta o risco de câncer de cabeça e pescoço
- daniellezanandre
- há 11 minutos
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Não existe dose segura para o álcool, segundo um novo estudo publicado na revista científica Câncer Epidemiology. Ingerir bebidas alcoólicas em excesso já era considerado um dos principais fatores de risco para o câncer de cabeça e pescoço, ao lado do tabagismo e da infecção pelo HPV

Porém, as evidências científicas e o posicionamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) reforçam: qualquer nível de consumo de álcool pode elevar as chances de problemas de saúde ou doenças como o câncer.
As bebidas alcoólicas estão associadas a pelo menos 7 tipos de câncer, como mama, intestino e de cabeça e pescoço - especialmente na boca e na garganta.
Segundo a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC), o álcool está no Grupo 1 dos principais agentes carcinogênicos, ou seja, entre aqueles mais perigosos em relação ao desenvolvimento do câncer, ao lado do tabagismo, da radiação e do amianto.
Porém, atualmente a bebida alcoólica é vista somente como um elemento de celebração e confraternização. Muitas propagandas falam em "beba com moderação", mas trata-se de um produto que não possui dose segura. O álcool, quando ingerido é metabolizado produzindo-se acetaldeído, uma substância que pode causar danos ao DNA da célula e gerar um aumento descontrolado dessas células, um processo que, se não corrigido por mecanismos de reparo ou pelo sistema imunológico, pode desencadear a formação de um tumor.
Não importa qual a dose no consumo de bebidas alcóolicas
Há algumas notícias que relacionam o consumo moderado de bebida alcóolica com benefícios cardiovasculares, como uma redução do colesterol ruim, por exemplo. No entanto, não há estudos científicos que comprovem um benefício maior desse tipo de consumo em relação ao maior risco de desenvolver o câncer. O reforço é que não há dose segura para o consumo de álcool, pois os riscos se iniciam a partir do início da ingestão desse tipo de produto.
Porém, os perigos podem aumentar se exagerar: quanto maior o consumo de bebidas alcoólicas, maior o risco de desenvolver um câncer. Esse risco aumenta ainda mais se for combinado com o tabagismo (de qualquer tipo de cigarro, charuto, cachimbo, etc).
Um ponto importante é que, quando falamos do maior risco de desenvolver uma doença, não significa que ingerir bebidas alcoólicas determinará o surgimento do câncer, mas sim que as chances disso acontecer aumentam significativamente.
O consumo de bebidas alcoólicas e o câncer de cabeça e pescoço
Estão previstos, anualmente, mais de 25 mil casos de câncer de boca e garganta no Brasil. Na maioria das vezes, o tumor se desenvolveu por causa de fatores ambientais, ou seja, por hábitos da pessoa, como o tabagismo e o consumo de bebidas alcoólicas, ou por consequências como a infecção pelo HPV com prática de sexo não seguro (sem o uso de preservativos, por exemplo).
Apesar do tabagismo ser considerado a principal causa do câncer de boca e de garganta, o álcool pode prejudicar todas as estruturas encontradas nessas partes do corpo, como a faringe, laringe e toda a cavidade oral (língua, gengivas, céu da boca, soalho bucal e o forro interno das bochechas). Portanto, evitar o consumo de bebidas alcoólicas pode ajudar na prevenção do câncer e de outras doenças.





