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Terapia neoadjuvante se mostra eficaz em reduzir marcadores tumorais e ampliar diagnóstico precoce

Estudo mostra que terapia neoadjuvante é eficaz em reduzir marcadores tumorais e ampliar diagnóstico precoce




Os pacientes com câncer de cabeça e pescoço sem tratamento prévio alcançaram taxas de downstaging patológico (redução do tamanho dos tumores) superiores à coorte controle quando submetidos à terapia neoadjuvante, com diminuição dos marcadores tumorais circulantes SOX17 e TAC1. Com isso, tiveram taxas de sobrevida livre de doença e sobrevida global significativamente melhores. Este é o principal resultado do estudo multicêntrico Response to Neoadjuvant Targeted Therapy in Operable Head and Neck Cancer Confers Survival Benefit, publicado na revista científica Clinical Cancer Research e liderado por pesquisadores do UPM Nillman Cancer Center, da Universidade de Pittsburg, nos Estados Unidos.


Os autores partiram da premissa que a terapia direcionada neoadjuvante oferece uma breve janela de oportunidade pré-operatória que pode ser explorada para individualizar o tratamento do câncer com base na resposta ao tratamento. Com isso, investigaram se a resposta à terapia neoadjuvante durante a janela pré-operatória confere benefício de sobrevivência em pacientes com carcinoma espinocelular operável de cabeça e pescoço.

 

Para tanto, realizaram uma análise agrupada de pacientes que não receberam nenhum tratamento previamente e que apresentam câncer de cabeça e pescoço operável, inscritos em um dos três ensaios clínicos de 2009 a 2020 (NCT00779389, NCT01218048, NCT02473731). Os regimes neoadjuvantes consistiram em inibidores de EGFR (83 participantes) ou terapia com anticorpos anti-ErbB3 (9 participantes) dentro de 28 dias após a cirurgia. A migração do estágio clínico para patológico foi comparada com a sobrevida livre de doença e a sobrevida global. Marcadores tumorais circulantes validados em outros modelos de tumores sólidos foram analisados.

 

O cirurgião oncológico e Professor Doutor Luiz Paulo Kowalski, ao analisar o estudo, destaca o fato de os autores terem demonstrado que, nessa janela de terapia direcionada, já foi possível observar resposta patológica e subsequente melhora na sobrevida, indicando que a migração patológica para o estágio inferior após a terapia sistêmica neoadjuvante pode servir como um marcador substituto para a resposta ao tratamento. “A investigação de biomarcadores de DNA tumoral circulante pode possibilitar a individualização dos planos de tratamento para alguns casos selecionados de câncer”, afirma Kowalski.

 

No estudo, todos os pacientes foram submetidos à cirurgia após terapia neoadjuvante. O downstaging clínico para patológico foi mais frequente em pacientes submetidos à terapia neoadjuvante direcionada em comparação com a coorte controle. Pacientes com migração patológica para o estágio inferior tiveram a sobrevida global mais alta (89,5%) em comparação com aqueles sem mudança de estágio (58%) ou acima do estágio (40%). A migração downstage correlacionou-se com a diminuição dos marcadores tumorais circulantes, SOX17 e TAC1, com significância estatística.

 

Referência do estudo


Mascarella MA, Olonisakin TF, Rumde P, Vendra V, Nance MA, Kim S, Kubik MW, Sridharan SS, Ferris RL, Fenton MJ, Clayburgh DR, Ohr JP, Joyce SC, Sen M, Herman JG, Grandis JR, Zandberg DP, Duvvuri U. Response to Neoadjuvant Targeted Therapy in Operable Head and Neck Cancer Confers Survival Benefit. Clin Cancer Res. 2023 Feb 16;29(4):723-730.


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