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Ultrassonografia da tireoide: saiba o que é a classificação TI-RADS®

Nódulos na tireoide são comuns em boa parte da população, principalmente entre as mulheres. Apesar de ser o sintoma mais comum do câncer de tireoide, em 95% dos casos este nódulo, que parece um caroço no pescoço, é benigno.


Quando se fala de câncer, uma das formas para confirmar o diagnóstico da doença é a biópsia, feita em laboratório após a retirada de uma parte ou de todo o tecido suspeito. Porém, para que não seja preciso fazer uma remoção cirúrgica, é possível também concluir se o diagnóstico é câncer ou não com bastante exatidão por meio de outros métodos.


Um deles é o uso de exame de imagens. No caso da tireoide, o especialista que acompanha o paciente analisará algumas características do nódulo para definir o risco de tratar-se de um câncer por meio da classificação TI-RADS®.



O que significa TI-RADS e como é feita a classificação


TI-RADS® é a sigla para Thyroid Imaging Reporting and Data System (em português: Relatório e Sistema de Dados de Imagens da Tireoide), um tipo de padronização para analisar os nódulos encontrados na tireoide. Essa classificação foi feita pela American College of Radiology, que incluiu sua sigla, ACR, junto ao TI-RADS® na hora de consolidar o resultado.


O exame utilizado para a padronização TI-RADS® é a ultrassonografia, que irá buscar descrever todos os nódulos da tireoide. Porém, essa pontuação também pode ser feita sobre nódulos descobertos acidentalmente em outros exames, como Ressonância Magnética, Tomografia ou PET-CT. Durante a análise da imagem, o especialista deverá analisar cinco características do nódulo:


  • Ecogenicidade - composição da cor do nódulo, se é mais ou menos escuro que o tecido da tireoide;

  • Composição - se é composto por líquido (como um cisto simples) ou sólido ou misto. Geralmente os mais suspeitos são sólidos;

  • Margens - análise do contorno do nódulo, se é regular, irregular ou vai até para fora da tireoide;

  • Formato - se são mais largos do que altos ou o contrário, mais alto do que largos (como no caso dos mais suspeitos);

  • Calcificações - chamado também de focos ecogênicos, classifica a possível presença de microcalcificações, que aumentam a chance de ser um nódulo maligno.


Cada aspecto receberá uma pontuação de 0 a 3 após uma análise técnica, como por exemplo nas margens: se estão bem definidas, recebem a pontuação zero; caso esteja irregular, pode receber 2 pontos.


A soma dos pontos é que merece sua atenção no exame, pois é o que definirá a possível chance daquele nódulo ser um câncer:


0 pontos - ACR TI-RADS 1: benigno;

2 pontos - ACR TI-RADS 2: não suspeito (risco de um câncer abaixo de 2%);

3 pontos - ACR TI-RADS 3: pouco suspeito (risco entre 2 a 5%)

4 a 6 pontos - ACR TI-RADS 4: moderadamente suspeito (risco entre 5 a 20%);

7 pontos - ACR TI-RADS 5: altamente suspeito (risco de um câncer acima de 20%).


Feita a classificação do TI-RADS®, caso haja uma forte suspeita de que o nódulo é maligno, é necessário ser feita uma biópsia, que é feita via punção aspirativa por agulha fina (PAAF). A biópsia também será indicada caso não seja possível confirmar que um nódulo é benigno somente pelas características observadas no exame de imagem, ou quando na evolução clínica durante um período de observação sejam detectadas modificações de forma e tamanho.


Mesmo o TI-RADS® tratar-se de uma padronização universal, lembre-se que a condução de cada caso é feita pelo médico que acompanha o paciente.

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